domingo, 27 de fevereiro de 2011

Quando boceja um português...

Quando boceja um português (ou até um chinês) bocejam logo dois ou três! Na espécie humana, o acto de bocejar é contagioso, involuntário e universal. 
A raíz do bocejo está no tronco cerebral, uma área do sistema nervoso central situada entre a medula espinal e o cérebro, presumindo-se que possa ser um grupo de neurónios do mesencéfalo os responsáveis pelo comando deste curioso acto.
A função do bocejo é manter-nos acordados, provocando a entrada de uma grande quantidade de ar nos pulmões, o que permite um aporte excepcional de oxigénio na corrente sanguínea. Isto faz com que o nosso estado de alerta aumente, impedindo-nos de adormecer.
Este incrível fenómeno do corpo humano ocorre, inclusive, em indivíduos que se encontram em situação de coma vegetativo. Mas, a surpresa não termina aqui. Dizem os especialistas que um dos efeitos secundários do Prozac, o popular medicamento antidepressivo, em algumas mulheres é a possibilidade de o bocejo causar uma inflamação no clítoris e, pasme-se, provocar um orgasmo!
Duas últimas curiosidades: a primeira é que o bocejo só é contagioso em mamíferos primatas; a segunda é que o leitor deste blog tem uma forte probabilidade de ter bocejado enquanto leu este texto, pois o contágio ocorre, não só pela visão de um bocejo, mas também quando falamos ou lemos sobre ele. Desconhece-se a razão deste contágio, mas presume-se que seja uma forma de os seres humanos transmitirem uns aos outros a necessidade de estarem alerta.
Eu, confesso, já bocejei!

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