Um grupo de investigadores islandeses identificou uma mutação genética que reduz a acumulação de proteína β-amilóide sob a forma de placas senis no cérebro, considerada uma das causas para o declínio cognitivo associado ao envelhecimento e para os défices agravados que ocorrem na doença de Alzheimer.
O estudo analisou o genoma de 1796 pessoas em busca de alterações do gene que codifica a proteína β-amilóide, já que a sua acumulação em forma de placas é uma das causas da doença de Alzheimer. Em diversas experiências realizadas, a equipa de investigadores observou que esta alteração genética reduzia em 40% a formação das referidas placas e que as pessoas sem Alzheimer incluídas no estudo, com idades entre os 80 e 100 anos e que eram portadoras dessa mutação, demonstraram funções cognitivas em melhor estado do que as que não tinham a referida alteração genética.
O estudo mostra, assim, que esta alteração genética protege da doença de Alzheimer, e poderá representar uma nova possibilidade para melhorar os tratamentos preventivos existentes.
As funções cognitivas dizem respeito à memória, linguagem, atenção, percepção, linguagem e funções executivas.
Os resultados deste estudo foram publicados, no início de Agosto, na revista Nature.