terça-feira, 7 de junho de 2011

Dormir pouco ou muito prejudica função cerebral


Um estudo publicado pela revista Sleep revela que dormir menos de seis horas e mais de oito contribui para a deterioração da função cerebral em adultos de meia idade. Segundo este estudo, esse declínio da função mental equivale a ter entre quatro a sete anos de idade a mais.
Para chegarem a esta conclusão, os investigadores recolheram dados sobre 5431 homens e mulheres, entre os 35 e os 55 anos de idade. Foi-lhes perguntado quantas horas dormiam, em média, por noite, tendo-lhes sido repetida a mesma questão cinco (homens) e quatro (mulheres) anos depois.
Cada indivíduo foi submetido a uma bateria de provas standard para a avaliação da sua memória, raciocínio, vocabulário, situação cognitiva global e fluidez verbal.
Os autores deste estudo observaram que as mulheres que dormiam sete horas por noite obtiveram as pontuações mais altas em todas as provas cognitivas, seguidas pelas que dormiam seis horas. Entre os homens, a função cognitiva foi similar entre os que dormiam seis, sete e oito horas.
Aqueles que dormiram menos de seis horas de sono ou mais de oito por noite tiveram as pontuações mais baixas, excepto na prova de memória verbal a curto prazo.

Fonte: Ferrie JE; Shipley MJ; Akbaraly TN; Marmot MG; Kivimäki M & Singh-Manoux A (2011). Change in sleep duration and cognitive function: findings from the Whitehall II study. SLEEP, 34(5):565-573

Formação musical atrasa envelhecimento do cérebro

A formação musical tem efeitos benéficos no processo de envelhecimento do cérebro. Isso mesmo foi demonstrado por um estudo da Universidade de Northwestern, publicado na última edição da revista PloS One.
Aparentemente, a formação musical permanente parece conferir vantagens para a memória e a capacidade de ouvir conversas em ambientes ruidosos.
Neste estudo foram avaliados 18 músicos e 19 indivíduos não músicos, com idades entre os 45 e os 65 anos, relativamente à sua capacidade para ouvir em ambientes ruidosos, à sua memória auditiva de trabalho, à memória visual de trabalho e ao processamento temporal auditivo.
Os músicos, que começaram a tocar um instrumento aos nove anos de idade ou antes, e que sempre haviam tocado um instrumento ao longo das suas vidas, superaram o grupo de não músicos em todos os parâmetros, excepto na memória visual de trabalho, em relação à qual ambos os grupos demonstraram uma capacidade quase idêntica.
Estes resultados permitiram demonstrar que a experiência de extrair sons significativos de um contexto sonoro e de recordar as sequências sonoras melhora o desenvolvimento das habilidades auditivas.

Fonte: Parbery-Clark A, Strait DL, Anderson S, Hittner E, Kraus N (2011). Musical Experience and the Aging Auditory System: Implications for Cognitive Abilities and Hearing Speech in Noise. PLoS ONE 6(5): e18082. doi:10.1371/journal.pone.0018082

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pasqual Maragall: ex-alcaide de Barcelona luta contra o Alzheimer

Pasqual Maragall nasceu em Janeiro de 1941. Foi alcaide de Barcelona, de 1982 a 1997, e presidente da Generalidad de Cataluña, entre 2003 e 2006.
No dia 20 de Outubro de 2007 revelou que padecia da doença de Alzheimer desde há alguns meses. Em 2008, foi eleito “Catalão do Ano” e criou a Fundação Pasqual Maragall, que promove a investigação científica para a prevenção e o tratamento do Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.
O filme documentário “Bicicleta, Cuchara, Manzana”, realizado por Carles Bosch e vencedor do Prémio Goya 2011, acompanha cruzada de Pasqual Maragall e dos seus familiares contra a doença de Alzheimer. Durante dois anos, Bosch acompanhou a vida quotidiana de Maragall: as visitas ao neurologista, as cenas familiares na sua casa de Rupià, a celebração da vitória de Obama na sede do Partido Democrata de Nova Iorque, onde Maragall assistiu como convidado, reuniões da Fundação Pasqual Maragall para a Investigação sobre o Alzheimer.
Um filme que nos mostra o dia-a-dia de um grande homem, que luta intensamente pela sua vida e, também, pela de milhões de pessoas que padecem desta doença. No site da Fundação Pasqual Maragall, o próprio deixa uma palavra de esperança: “Quero ajudar a derrotar esta enfermidade; pessoal e colectivamente. Em nenhum lugar está escrito que ela seja invencível”.
Além da fundação com o seu nome, e através desta, Pasqual Maragall é um dos principais impulsionadores do projecto Barcelona Beta, uma iniciativa público-privada de âmbito científico-assistencial para as doenças neurodegenerativas.